BMW 2002 TIi
O Esquife Voador
O Esquife Voador

Os anos 60 muitos carros foram cortados, dentre eles Porsche, VW e pelo menos uma (ou duas) BMW 2002 TIi Schnitzer, chamada pela alcunha de "Esquife Voador", que percorreu as pistas brasileiras entre os anos de 1968 a 1972 - na verdade, eu queria saber onde anda essa "coisa esquisita", obra do Arguina (Aguinaldo Goes)? Sumiu num acidente? Era uma ou duas cortadas? Qual a verdade ou a lenda que envolve esse esquife?
Grid em Interlagos de 1971, formada pelo Esquife #9, a Carretera do Camilo #18 e a Maserati do Salvador Cianciaruso #95.
Em 1969 o Chico Landi e o Eugênio Martins venderam a Companhia Brasileira de Empreendimentos conhecida no meio automobilistico como CBE, que era uma importadora dos carros BMW- As BMWs eram, também, importadas pela Dacon e pela Samdaco (não sei se a CEBEM era uma revenda autorizada e com cláusula de exclusividade). Essa venda foi feita para o Aguinaldo Goes, que a transformou em CEBEM (Companhia Brasileira de Empreendimentos Mercantis) - com a compra, adquire os direitos sobre o Time (virou por uma alteração societária, chefe do time, agora com o nome de CEBEM) - seus pilotos Ciro Cayres, Jan Balder e Paulo (Paulão Gomes).

O Esquife foi concebido (dizem) para a prova dos 1500 Quilômetros de Interlagos, onde foi vitoriosa pelas mãos de Jan Balder e Ciro Cayres - concebido assim: cortaram uma BMW 2002 TIi preparada pela Schnitzer, com o intuito de acabar com a supremacia das Alfas GTA, do Zambello, Alcides Diniz, Lolli e outros. Era uma tentativa grosseira, de transformar um sedã em spyder. Aliás, o Aguinaldo alterou, também, o Furia criado pelo meu amigo Toni Bianco, transformando-o numa espúria Fúria-BMW na cor azul (para ser mais exato, na cor oficial de corrida na época, da BMW).
Paulão mirando a GTA e depois... final de prova.
Diz a história que, que esse carro cortado era o mesmo que havia capotado em Curitiba (prova Presidente Costa e Silva, no autódromo dos Pinhais), pelo Luiz Pereira Bueno (há informações que a BMW era preparada pela Alpina, mas na verdade o Esquife era da Schnitzer - as duas BMWs Alpina, vieram num lote importado antes de 70 - acho eu que foi em 1968 - portanto, não confundam aquelas preparadas pela Alpina, com uma preparação mais forte, realizada pela Schnitzer).

Eram duas BMW TIi Schnitzer (uma vermelha e outra azul - a azul foi capotada pelo Luizinho e a vermelha, foi capotada pelo Paulão no final dos 200kms de Belo Horizonte), importadas e preparadas, mas só uma delas correu em Curitiba e correu pouco, porque o Luizinho capotou na segunda volta. Uma das Alpina era pilotada pela dupla Agnaldo de Góis e Ricardo Achcar. A Schnitzer recomendava correr com a tampa do porta-malas um pouco levantada, para dar uma maior estabilidade nas retas - a bichinha resolveu voar e capotar.
A BMW Esquife, andava mais que sua irmã Sedã, que foi pilotada por várias provas pelo bravo Chico Landi. Essa não é uma informação precisa, pois, há histórias que a BMW vermelha, também foi cortada... Há afirmações, inclusive, que o Esquife não foi esse o cortado, ou seja, não foi utilizada a capotada pelo Luizinho, mas sim foi cortada uma "zero bala" - o testemunho é do Jan Balder que assistiu essa "arte". Em 1971 o Paulão fica em terceiro nos 500kms de Interlagos. Em 1972 o mesmo Paulão nos treinos para os 200kms de Belo Horizonte, acaba com o Esquife.
Grid em Interlagos de 1971, formada pelo Esquife #9, a Carretera do Camilo #18 e a Maserati do Salvador Cianciaruso #95.
O Esquife foi concebido (dizem) para a prova dos 1500 Quilômetros de Interlagos, onde foi vitoriosa pelas mãos de Jan Balder e Ciro Cayres - concebido assim: cortaram uma BMW 2002 TIi preparada pela Schnitzer, com o intuito de acabar com a supremacia das Alfas GTA, do Zambello, Alcides Diniz, Lolli e outros. Era uma tentativa grosseira, de transformar um sedã em spyder. Aliás, o Aguinaldo alterou, também, o Furia criado pelo meu amigo Toni Bianco, transformando-o numa espúria Fúria-BMW na cor azul (para ser mais exato, na cor oficial de corrida na época, da BMW).
Paulão mirando a GTA e depois... final de prova.Diz a história que, que esse carro cortado era o mesmo que havia capotado em Curitiba (prova Presidente Costa e Silva, no autódromo dos Pinhais), pelo Luiz Pereira Bueno (há informações que a BMW era preparada pela Alpina, mas na verdade o Esquife era da Schnitzer - as duas BMWs Alpina, vieram num lote importado antes de 70 - acho eu que foi em 1968 - portanto, não confundam aquelas preparadas pela Alpina, com uma preparação mais forte, realizada pela Schnitzer).

Eram duas BMW TIi Schnitzer (uma vermelha e outra azul - a azul foi capotada pelo Luizinho e a vermelha, foi capotada pelo Paulão no final dos 200kms de Belo Horizonte), importadas e preparadas, mas só uma delas correu em Curitiba e correu pouco, porque o Luizinho capotou na segunda volta. Uma das Alpina era pilotada pela dupla Agnaldo de Góis e Ricardo Achcar. A Schnitzer recomendava correr com a tampa do porta-malas um pouco levantada, para dar uma maior estabilidade nas retas - a bichinha resolveu voar e capotar.
A BMW Esquife, andava mais que sua irmã Sedã, que foi pilotada por várias provas pelo bravo Chico Landi. Essa não é uma informação precisa, pois, há histórias que a BMW vermelha, também foi cortada... Há afirmações, inclusive, que o Esquife não foi esse o cortado, ou seja, não foi utilizada a capotada pelo Luizinho, mas sim foi cortada uma "zero bala" - o testemunho é do Jan Balder que assistiu essa "arte". Em 1971 o Paulão fica em terceiro nos 500kms de Interlagos. Em 1972 o mesmo Paulão nos treinos para os 200kms de Belo Horizonte, acaba com o Esquife.

Eis a história verdadeira: Mas o que diz o Jan Balder, no seu livro "Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro": O Aguinaldo e o Ciro eram fanáticos por carros abertos e sempre diziam que o negócio era "cuca de fora". Ciro Cayres ainda completava: "Quero respirar". Eu questionava, acreditando que transformar um carro de série, vendido ao público, talvez distorcesse a imagem do produto, o que poderia não ser a melhor estratégia de marketing.

Como argumento, Ciro Cayres mostrou uma revista importada com um Lancia sem capota, participando de uma subida de montanha na Itália. Foi a gota d'água. O chefe Aguinaldo de Góes não hesitou: pegou um arco de serra comum de aço e começou a cortar as colunas da capota. Virou para o técnico Sérgio "Cabeleira" e disse: "Dei a largada, o resto é com vocês".

O BMW 2002 Schnitzer, preparado na Alemanha, virou um protótipo. Muitos achavam que era o mesmo BMW com que o Luiz P. Bueno tinha se acidentado nos treinos para uma corrida em Curitiba. Com a capota removida, foi necessário reforçar a estrutura do monobloco e recalibrar as molas e os amortecedores. Colocaram uma cobertura em alumínio, deixando apenas o cockpit para o piloto. Com "segurança", foi instalado um arco de proteção, simples e bem leve, que o "Cabeleira" batizou de "Santo Antonio sem-vergonha".

Aguinaldo de Goés, sempre alegre, disse: "Esse vai ser nosso esquife voador".
Luis Cezar


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