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1.1.12

Alfa Romeo P3 - O Primeiro Monoposto

Vamos falar de um carro que é fantástico - muito além de sua época de construção. Não vamos comparar os F1 de hoje ou dos anos 80, mas... o Colin Chapman criou carros fantásticos. Mas um engenheiro que tinha grande visão era o Vittorio Jano, que criou a Alfa Romeo P2 e P3. Até hoje o P3 (por vezes confundido com o P2), é considerado o maior carro de corridas fabricado no século XX. O Jano nasceu em 1891, indo trabalhar na FIAT com 20 anos, para ser um desenhista junior sob a chefia do Carlo Cavalli. O piloto de testes era o fantástico Luigi Bazzi. O Bazzi deixou a FIAT e se juntou à Alfa e foi ele quem chamou o Jano para trabalhar lá, pois, o P1 da Alfa era uma nulidade, na verdade uma desgraça de performance. Em 1923 ele foi contratado pela Alfa para a construção de um carro a partir do zero - ele não teve acesso a qualquer planta do P1, tampouco, a sua estrutura física, para não se influenciar (o P1 era maldito, mas hoje custa acima de 1.5 milhão de Euros). Em 24 o P2 ganhou a sua primeira corrida e foi assim por 6 longos anos - ganhando corrida sobre corrida.

Em 1932 as pistas já não contavam mais com os carros da Daimler Benz, e a "F1" (lembrem que ainda não existia tal modalidade), mudava as regras - as corridas não podiam ter mais de 5 horas de duração. O P2 precisava mudar e... o Jano criou o P3. Era um carro realmente criado como monoposto - aliás foi o primeiro carro de corrida monoposto influenciando toda uma geração que perdura até hoje. Tinha um motor de 8 cilindros (dois blocos de 4 cilindros, com dois compressores Roots - um ligado em cada bloco) - tinha como característica (além dessa), ter dois eixos cardan ou eixos duplos, o que levou o assento ser colocado mais baixo no chassis. A suspensão (que vinha sendo modificada no P2), foi totalmente substituída em 35 por uma suspensão independente na frente (Dubonnet). O P3 ainda era pesado (1545 libras ou 680kg), mas no decorrer dos anos foi sendo melhorado (o maior peso vinha dos dois blocos de ferro fundidos).

As cinco principais corridas de 32 foram vencidas pelo P3 - a bordo destes monopostos estavam o Nuvolari e o Caracciola - todos falavam que com esse carro e esses dois pilotos, nada seguraria a Alfa Romeo... nada? Problemas financeiros da Alfa em 33, fizeram os P3 e todo o departamento de corridas, ir para um ex-funcionário que criara uma empresa - FERRARI Scuderia. Perdeu a superioridade mas retornou a ganhar no final de 34, ano que entrou em vigor novas regras para a "fórmula" e... reingressou a Mercedes e outros alemães. Vou explicar melhor, em 33 a Alfa Corse não recebeu o dinheiro prometido pelo Board da Alfa Romeo, devido a crise mundial - o Enzo Ferrari precisava montar a Scuderia Ferrari e a Alfa só forneceu a Scuderia os carros mais velhos, como os Monzas - a Ferrari (Alfa) perdeu os primeiros 25 eventos. Depois de muita discussão - o que é normal entre os italianos - a Alfa deu a Scuderia a P3 - com isso ganhou os seis dos últimos 11 eventos da temporada, incluindo 2 GPs da Itália e Espanha.
A vitória mais marcante nesta época, veio no GP da Alemanha em Nurburgring - na frente de batalhões de nazistas (tinham 300 mil espectadores no autódromo) - foi considerada uma das vitórias mais fabulosas e fantásticas do Nuvolari (seu pneu furou e ele perdeu a primeira colocação sendo ultrapassado por Manfred von Brauchitsch com sua Mercedes-Benz W25... mas... este também furou o pneu, e Nuvolari passou). Na casa dos alemães o Nuvolari chegou com sua P3 na frente de 5 Mercedes e 4 Auto Unions. A Alfa P3 ganhou 16 dos 39 GPs de 1935.
1932 Alfa Romeo Tipo B P3 Biposto
Mas.... acreditem - transformaram um monoposto P3 em um biposto (Tipo B P3), saindo da caracterização de um carro de GP para um carro para concorrer a Mille Miglia (de 1935). Ou seja, dos 13 P3 apenas um (o de chassis B5001), foi transformado em biposto - este carro foi pilotado pelo Carlo Pintacuda e Alessandro Della Stufa. O biposto correu como monoposto de 32 a 33 - ganhando o famoso GP de Monaco. A transformação em biposto foi em 1935, tendo o seu chassis encurtado, foram colocados para-lamas e faróis dianteiros. Naquele ano participou da Mille Miglia e da Targa Florio com o Pintacuda. Foi aplicado alumínio em sua nova configuração tornando esse carro com motor 8C2300 500kg mais leve. Tanto o P2 como o P3 foram grandes carros construídos em 32 pela Alfa Corse e em 33 a 35 pela Scuderia Ferrari.
Os motores eram montado na frente (2 blocos de 4 cilindros), com dois Roots Superchargers - em 1932 tinha 2654cc, em 1934 tinha 2905cc e em 1935 3165cc (estabelecendo uma polemica no GP da Alemanha). Tinha uma caixa com 4 velocidades (em 34 tinha apenas 3). Os pneus até 32 era Dunlop e de 1933 a 1935 eram equipados com pneus Englebert, sendo o seu debut - como já dito - em 1932 no GP da Itália, ganho pelo Tazio Nuvolari.
E... a Hellé Nice quando sofreu o acidente no Brasil, não pilotava um P3, tampouco, era um biposto P3, e sim um modelo Monza pintado na cor azul. Um determinado museu brasileiro, apresenta uma "coisa", como se fosse um P3 e que aquele era o carro da Hellé Nice. Mentirinha baby! Mentirinha. É mais fácil ver a Hellé Nice sem o macacão do que acreditar nesta lorota. Já o TinTim pilotou um P3... mas não posou pelado!
Pilotos

Arte


Fotos Históricas



Mussulini tinha uma Alfa Romeo

Fotos de Hoje

Biposto

Biposto

Biposto
Biposto

1932 Alfa Romeo Tipo B P3 Biposto
biposto
Biposto
Biposto
Biposto - saída dos eixos cardan.

Filminho I

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Filminho II

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Ó que filminho legal

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Ó que filminho legal II

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óia oto firme bacana com um cara bacana

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GP da Itália de 33

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GP da Itália de 34

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Vitória do Nuvolari em 35

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Vanderbilt Cup de 36 ganha pelo Nuvolari

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GP da Itália de 37

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GP de 37 na Alemanha na frente dos Nazis

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GP de Tripoli de 38

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Em escala 1/2

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Luis Cezar

1 comentários:

Gaucho Man disse...

olá Luis, feliz ano novo!
e um carro excepcional, mais ainda no comprendo por qué tein dois cardans.
solo para bajar asiento?
os dibujos artisticos son hermosos.
gaucho abracoes para ti