Historic Rallye - The most essential item of equipment is a sense of humour!

1.9.09

Rally Internacional do Rio Grande do Sul

IX Rally Internacional Classic Car Club - RS

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Ah o inverno no Rio Grande do Sul... rallye sob um sol de 32 graus centígrados (dentro de alguns carros, o calor chegava a mais de 40 graus!) - Bah! Sol escaldante, só visto e sentido no Senegal! O livro de bordo, por vezes, parecia uma miragem! Por um lado é bom, porque não choveu, but... por outro, é muito ruim porque a sensação de calor é muito, mas muito alta - principalmente dentro dos carros clássicos, que castigava a grande maioria dos participantes (que eram seniores) - e por outro lado, quem quiser fazer o Safári Rallye africano do ano que vem, já teve uma noção do que vai pegar (alguém sabe da onde surgiu a expressão "Sauna Sueca"? Volvo meus caros, Volvo - esse carro ao aliar o calor que vinha de fora, com o calor canalizado pela coluna de direção... é algo prejudicial... diria que letal aos pêlos - o pior que a sensação térmica ia subindo pelas pernas, coxas até atingir... deixa prá lá, nada que uma boa passada de Caladril com Hipoglos, aliada a colocação de folhas de bananeira a noite, que não resolvesse o problema).

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Afora essa questão acima a prova foi ótima, contando com uma organização do mesmo nível. Para atender ao público uruguaio (havia 10 times uruguaios e nove paulistas, but... se tivesse 20 times paulistas, mesmo assim eles não fariam um rallye como é feito em SP - é compreensível), havia duas modalidades de participação: ou o carro competidor ia com o hodômotro tapado e neste caso, o navegador/piloto (nem sempre nesta mesma ordem), usava apenas o cronometro e o velocímetro (e/ou o conta-giros) - modalidade preferida pelos uruguaios e raramente utilizada pelos brasileiros; ou o carro competidor não tinha o hodômetro tampado como é o normal e utilizava-se a quilometragem aposta no livro de bordo (bem mais fácil). A primeira modalidade é muito difícil (destinada para alguns "machos" como "jo"), não se tem referência dos marcos e é muito estressante para piloto e navegador (nem sempre nesta mesma ordem).


Noite antes da largada houve a fiscalização dos carros. Minuciosa (quase ao extremo, com uso de lanternas e outros meios). Mas... é salutar e que tem que ser respeitada. No meu caso, como ia na "agulha", foram retirados do Volvo (antes da fiscalização) o Trip-Twin Master e o Speed Pilot (ambos da Halda que já estavam lacrados pela FIA, para o evento de Monte Carlo). Restava o trip eletrônico, que apesar de estar desligado no "T" - como visto no checagem do motor, estava com os dois cabos desligados - o do sensor e o da energia. Contudo e mesmo assim, pediram para retirar fisicamente o aparelho, que prontamente o fiz, tudo para atender a vontade zelosa da fiscalização (vou neste rallye para me divertir e encontrar os amigos). Claro que isso não impede que alguns façam uso de equipamentos proibidos, tais como cronômetros ou celulares dentro do carro na pista (onde não houve a mesma revista minuciosa); ou de aparelhos gps, na prova em rodovia (onde não houve a mesma revista minuciosa). Esta falta de caráter e excesso de malandragem (somente vista em Brasília), é que podem manchar um evento - ainda bem que este não foi o caso! Todos os participantes obedeceram as regras com esmero.


Na largada tudo ocorreu bem, sob aquele sol senegalês. O almoço foi servido em Santa Cruz do Sul (num clube), sendo os participantes recebidos pela Rainha e duas Princesas da Oktoberfest da região (lindas) - willkommen! Santa Cruz do Sul é a capital do fumo - lá é proibido não fumar (aliás, a cidade é muito legal e a largada deveria ser dada de fronte da igreja gótica mais antiga do Brasil - pena). O Leke pediu que a rainha fizesse o convite para participarem da festa - em alemão - e ela gentilmente o fez, assim se expressando: ...... well, eu somente entendi que a festa é em outubro (oktober fest)!

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Raínha: Micheli Wrasse.
Representante da BG Comércio de Cosméticos.

Princesas:
Letícia Herberts. Representante da Assoc. de Moradores de Linha Santa Cruz e Cabana do Étti.

e

Mariana Moser Landesvatter. Representante do Tênis Clube Santa Cruz.

Mas as meninas são lindas, o que não posso falar do Leke. Depois do povo comer e comer muito, todos os carros (bem... nem todos, tendo em vista que alguns já haviam ficado no caminho - ao todo e até o final do rallye, me parece que 4 carros italianos e 3 carros alemães quebraram - ou seja: carros de origem de países que perderam a segunda guerra - chamados carros do Eixo), seguiram para o autódromo - seguimos uma indicação e rodamos alguns quilômetros na terra costeando o autódromo, enquanto havia uma entrada pelo asfalto (ai ai ai).

Pelo lado dos aliados, um carro norte-americano também, sofreu baixa (era de se esperar - o mesmo aconteceu no desembarque na Normandia) - o que ocorreu com o Jaguar não conta, pois, carro inglês não quebra - se estafa; não vai para oficina - vai para spa. O que aconteceu com o Big Cat, é que como todo carro da Ilha Mãe, tem vontade própria (carro de personalidade) e ficou estressado com a escova não "progressiva" do dínamo - aliás, o Luizinho tinha que depois de fazer as escovas, excitar o dínamo e fazer uma chupetinha na bateria - depois dele dançar Ula-Ula diante do motor, ele feriu a boca no pólo positivo da bateria... (não - isso deve ser lenda! Conheço aquele Leão). Well... ainda bem que a Suécia era um país neutro.

Resumindo: os times foram correr no autódromo de Santa Cruz do Sul, depois do almoço - pode uma coisa dessa! A direção de prova já tinha avisado que essa era uma parte do rallye que poderia ser descartada, e foi o que ocorreu para alguns, pois, presenciei dois descartes na região do box (devido ao calor e voltas rápidas) - um deles me falou com o sotaque característico: "... o vomito é bom, che, pois limpa tudo - fico zerado!". Alguns, comeram alguns ingredientes e tomaram algumas bebidas, que com o sol e as curvas na pista - fermentaram. Quando chegavam ao box, já relaxados, resolveram ... digamos: praticar flatulências. Foi uma verdadeira integração do Mercosul, com uruguaios e brasileiros, trocando experiências neste sentido.

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A noite todos atenderam ao comando, digo, ao chamado de Her Leke e chegamos ao restaurante principal da Oktoberfest, as 19:30hs. Nem os músicos, tampouco, os participantes do grupo folclórico havia chegado. As 20:00hs Her Leke chega com outros germânicos, para abrir o bunker. Entramos e fomos recepcionados com uma música alemã da banda local.

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Antes da "janta", o grupo folclórico se apresentou - com roupas típicas: senti-me no meio das filmagens do festival ocorrido no filme "noviça rebelde" (tinha até o carteiro que denunciou a família von Trap). Realmente muito legal. Cantei muito, entre uma salsicha e um chucrute:

Edelweiss, Edelweiss
Every morning you greet me
Small and white, clean and bright
You look happy to meet me
Blossom of snow may you bloom and grow
Bloom and grow forever
Edelweiss, Edelweiss
Bless my homeland forever

ou

Doe, a deer, a female deer
Ray, a drop of golden sun
Me, a name I call myself
Far, a long, long way to run
Sew, a needle pulling thread
La, a note to follow Sew
Tea, a drink with jam and bread
That will bring us back to Do (oh-oh-oh)


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Well... cantei como no filme, porque, lá não se falava em alemão ou austríaco!

Quando todos estavam em seus quartos de hotel, certamente, depois daquele dia de gastronomia alemã e rallye (de rota e de pista), houve um relaxamento, deixando um belo buraco na camada de ozônio. Certamente. Alguns uruguaios, imitavam muito bem o som da Tuba! Incrível a performance. Ah esqueci: na fila do autódromo, o Saab que vinha atrás de uma Alfa Romeo, num minuto de desatenção, bateu no carro italiano - danos leves - mas é um fato chato. Mas eles foram premiados com troféus por esse fato (no ano que vem, já que eu não ganho nada, vou combinar um choque deste, com o Eurico - isso é, se o carro dele não quebrar).

No dia seguinte: dá-lhe sol e rallye. Demorou-se quase oito horas para chegar a Gramado (mas foi legal). Mais uma vez havia trechos cronometrados em pista em obras e chegou-se a ter PC após o trecho em obras (uma pequena falha de verificação antes e durante a prova - acontece nas melhores famílias). Mas tudo é farra. O almoço foi numa vinícola. Muito legal (alguns, já ficaram por lá mesmo, devido ao teor alcoólico do suco de uva). Depois, dá-lhe rallye sob o sol. Na serra um "diabo ruivo" surgiu na minha frente com uma brasília-carretera, devidamente adesivada no vidro de trás: "Eu não sei cozinhar, mas na estrada vou ver seu cuzinho" e... "Saudade da minha família, principalmente da cabeludinha do meio" (imagine quanto tempo ela ficou, para eu decorar as frases lapidares). Era o representante de lúcifer na Terra. Não me deixava passar e fazia várias brincadeiras em zig-zag (espero sinceramente que tenha havido um resgate desta Brasília naquele ponto da serra, onde ela foi jogada). Perdi um tempo do c.... deixa prá lá, tudo é farra (fdp de ruivo). Na chegada fomos recepcionados pelo diretor de prova, numa rua fechada para os participantes. Inúmeros transeuntes, puderam tirar fotos dos carros e sentar em seus pára-lamas, subir nos capôs e nos estribos ou até mesmo, tocar no vidro dos carros com o algodão-doce e maçã-do-amor. Esbofeteei alguns (não eram do Rio Grande do Sul e sim da Argentina... ah bom!). Um senhor muito simpático, pediu para tirar uma foto de sua família ao lado do meu carro. "Claro meu senhor - é só apertar aqui?" - Quando olhei pela máquina, este senhor (ruivo e sardento), colocou seu filho de 4 arrobas (ruivo e sardento), sob o capô, que em ato contínuo batia o pé e gritava "ai ai ai pai ta quente, ta quente, ta quente..." (acho que eram do Paraná). Resolvi ir embora (mas antes abri o capô e coloquei a mão do ruivinho sardento na tampa do carburador SU ficando gravado "US" na sua mãozinha gorda direita), mas cheguei a ver o casal Natali, sentados nas cadeiras de armar que trazem no porta-malas e o Luiz Leão servindo o povo de champagne, sentado no porta-malas aberto do seu Impala (ato e fato esses praticados pelo clã Leão, no autódromo).

Na noite de premiação, a festa era total. Todos com suas roupas de "vê Deus". Lá estavam os uruguaios (tinha um time de uruguaios com uma Lamborghini Indy, com chapas da Argentina; e time de argentinos com Mercedes charuto, com chapas do Uruguai); time misto de brasileiro com uruguaio; times dos brasileiros e o pessoal de Venâncio Aires (capital mundial do chimarrão - é um país a parte, já independente do RS, que por sinal é independente do Brasil). O clã Buela foi devidamente homenageado (o decano dos Buela - Raul, tem seus 80 e pouco anos e rodou mais de 2.500 kms, para realizar esse rallye - é um exemplo para todos nós). Foram premiados os 3 primeiros lugares de cada categoria e... foram premiados pela FBVA os carros (de times brasileiros ou não), que sequer estavam inscritos no campeonato brasileiro! Isso que é integração regional. No resumo geral, essa foi a nona edição deste rallye, que é muito, mas muito bom de fazer, não só pela prova em si, mas por encontrar os amigos e dar muita risada.

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Em tempo: é bem provável que o meu navegador no Rallye de Monte Carlo, seja o gaúcho Marcelo. Estamos nos preparando - eu avisei a ele que no jantar com o Príncipe Albert II o traje é a rigor, mas o Marcelo insiste que devemos ir com roupas típicas (como nos concursos de Miss Universo). Ele escolheu uma boa roupa de "gaúcho" e eu de "bandeirante" (achei melhor eu ir de Anhanguera, ao invés de ir de "prenda"), para brindarmos os gringos com esse tema típico. Marcelo quer ir de pilcha campestre (bombacha; camisa; lenço de duas cores, com nó Namorado: 3 posições - livre, querendão e apaixonado; pala; bota preta; guaiaca; esporas com nazarenas de prata; tirador; colete; paletó; faixa; faca; chapéu e barbicacho) e eu de bandeirante (resumindo tipo Borba-Gato, com aquela bota de puta e colete de matelacê) - o problema será embarcar com a escopeta! Eu acho que vou passar frio em janeiro no meio dos Alpes (acho melhor ir de prenda mesmo, com um belo poncho). O Marcelo quer forrar os bancos do Volvo, com pele de carneiro (ok, tudo bem... mas usar a água do radiador para o chimarrão, isso já é pedir muito), mas como o rallye é longo e tem dias que começa as 06:00hs da manhã e termina somente as 01:30hs da madrugada do dia seguinte, o Marcelo sugere que mastiguemos uma "pastilha de café", fornecida para o soldado farroupilha não dormir (dizem que os olhos ficam esbugalhados, a lingua seca e de cor marrom, e os bicos do seio ficam duros durante 20 dias - você não dorme um 3 dias seguidos e dependendo da quantidade de pastilhas chupadas, o membro fica duro por 2 semanas, sem grangenar). Ele, também, quer que façamos cartazes em francês com frases feitas tais como: "onde estamos?", "como faço para sair da Alemanha?", "qual a pena neste país para homicídio de navegador?", "vocês viram uns carros com números na porta, passarem por aqui?", "quer casar comigo?"; "onde consigo asilo diplomático?", dentre outras. Na verdade queremos mesmo impressionar a Caroline e a Stéphanie de Monaco, senão com as roupas, talvez com os tabletes de café da brigada.


Fotos selecionadas do Site do CCC-RS
(quem me mandar outras, eu coloco)

Fotos Selecionadas do Carlos Sousa
































Filminho da Polka das Estrelas

http://picasaweb.google.com.br/csousa002/20090828RallyInternacional2009?authkey=Gv1sRgCN6Iy87Z76LtygE#5377058351666063314

Luis Cezar

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